sexta-feira, 11 de maio de 2012


    Lá fora vejo a chuva, por dento a luz está apagada. Passo a correr, correr para onde nós não estamos. Só nos sonhos, posso ver um HAPPY END. Mas de manhã, abrindo os olhos, percebo de novo, que os nossos sentimentos são um disparate. É parecido a um cenário de um drama qualquer...
Um poeta perdido, procura só um pouco de verdade. A tristeza, encontrado o momento, sai da sua toca. Quero lá eu saber desse 'outro amor', eu dele não quero saber. Para quê finjir que somos felizes, cada um do seu lado? Olha a verdade nos olhos, pois nós não somos assim! Qual é o sentido de brincar ao amor, se a amor aqui nem cheira. Para que é que isto tudo é preciso, não entendo. Podes explicar ou vai matar-me com o silêncio? Eu ainda gosto de ti... e tu, fazes-me isto. Isto tudo para quê? Para me sentir ainda pior? Pior do que me sinto? Dou o máximo para não me lembrar de ti durante o dia, porque de noite é impossível de escapar à saudade. Podes não estar bem, mas fazes questão em mostrar-me o contrário...não percebo isso. Afinal, o que passamos foi só uma perda de tempo? Eu acho que não, mas a cada dia dás-me a entender que nem te lembras da minha existência, ou se te lembras é para relembrar uma das porcarias que eu fiz.  O tempo , a chuva , vão passar. E vão levar as mágoas, ao ao senti-lo tu vais voltar... e é o que custa! Ao querer eu, não queres tu. E na altura em que finalmente me livrei do sofrimento, tu voltas, fazendo-me voltar também, mesmo não o querendo.

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